sexta-feira, 20 de março de 2009

DIA INTERNACIONAL DA DISCRIMINAÇÃO RACIAL


Encontrei uma preta que estava a chorar,
pedi-lhe uma lágrima para a analisar.
Recolhi a lágrima com todo o cuidado
num tubo de ensaio bem esterilizado.
Olhei-a de um lado, do outro e de frente :
Tinha um ar de gota muito transparente.
Mandei vir os ácidos, as bases e os sais,
as drogas usadas em casos que tais.
Ensaiei a frio, esperimentei ao lume,
de todas as vezes deu-me o que é costume :
nem sinais de negro nem vestígios de ódio.
Água (quase tudo)
e cloreto de sódio.

Antonio Gedeão

15 comentários:

João Reis disse...

Infelizmente ainda existe neste mundo quem se considere melhor, mais importante, superior em função da sua cor.
Como diz o poema: "nem sinais de negro nem vestígios de ódio", diz tudo.
Bom fim de semana e bjinhos doces

Pelos caminhos da vida. disse...

Tem selinho la pra vc.

beijooo

UMA PAGINA PARA DOIS disse...

Lindo, tem muitas pessoas que deveriam ler.

Você morra numa linda cidade como eu também, segunda Florianopolis esta de aniversario
Abraços

Fernando Santos (Chana) disse...

Olá Neide, belo post...todos diferentes todos iguais...
Beijos

JC disse...

Este é dos mais belos poemas de António Gedeão. Li este poema a primeira vez quando andava a estudar, logo nos primeiros anos de liceu. Até hoje ainda o sei cor. É das mais belas formas de demonstrar que todos somos iguais apesar da côr da pele. A côr da pele não distingue os bons dos maus, não distingue os melhores dos piores, não distingue os mais capacitados e os menos capacitados. Apenas distingue côr e nada mais.
Tenho esperança que os políticos, agora com a eleição de Obama para a Casa Branca, e os seres humanos contribuam e caminhem para uma maior humanização da sociedade; para uma sociedade mais justa e mais equilibrada.
Ainda voltando ao poeta António Gedeão não sei se já leste, se não leste aconselho-te a ler, para mim, o mais belo poema que ele escreveu "Pedra Filosofal", cantado por Manuel Feire, original, e depois por outros cantores como por exemplo Carlos do Carmo.
Beijinhos

Vieira Calado disse...

Olá, priminha!

Muito belo esse poema dum homem que era poeta e professor de química.

Beijocas

Bill Stein Husenbar disse...

Que neste Dia Mundial da Poesia os seus versos floresçam e brotem paa o mundo com uma mensagem de esperança e felicidade.

http://desabafos-solitarios.blogspot.com/

Pelos caminhos da vida. disse...

Tem selinho "Prêmio da Amizade", la pra vc.

beijooo.

Bom dia e um otimo domingo.

o¤° SORRISO °¤o disse...

Oi Neide.

Belo poema. Infelizmente ainda temos o preconceito. O que vale é o caráter e não a cor.
Muito triste! :-(

"...nem sinais de negro nem vestígios de ódio."


ÓTIMA SEMANA PARA VOCÊ!!!

♥.·:*¨¨*:·.♥ Beijos mil! :-) ♥.·:*¨¨*:·.♥


http://brincandocomarte.blogspot.com/

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JC disse...

Olá Neide!
Passei para desejar um bom domingo.
Beijinhos

Estela disse...

Olá Neide,
Lindo esse poema de António Gedeão.
Obrigada pela visita, eu amo Recife, seus costumes, sua cultura, seu floclore e sua gente. Trago na alma o meu jeito nordestino, nasci em Sergipe, mas fui criada no Rio. Virei sempre aqui pra ver as novidades.
Bjs.

Alda do Crítica... disse...

Sempre voltando, sou cola! Quando gosto, gosto !
Estes problemas do espírito humano de sentir-se melhor que o outro é desrespeito pelo outro. É desamor.´
Conheço gente que se diz tão a favor dos negros e pronunciam "eu tenho até amigos negros" então moça! A pessoa não é capaz de sentir o racismo na frase que diz?

Muito triste isto!
Eu sou branquinha e neta de um negro que foi escravisado no Uruguai. Minha vovó era uma loirona e apaixonou-se por ele. Da união vieram 5 filhos; minha mamãe nasceu mulata e eu não. Que peninha!

Bjs
Alda

Alda do Crítica... disse...

Neide deixei um comentário mas não sei se colou, vou fazer outro.
Eu dizia nele: estes problemas de racismo são um defeito da alama humana. Eu sou branquinha, neta de um negro escravo no Uruguai. Minha vovó era loira e minha mãe mulata.
Sinto pena de não ter nascido mulata.
Vim desejar uma semana cheia de risos e amor.
Bjs
Alda

Luis Portugal disse...

Olá Neide
Todo o mundo devia ler, perceber e agir como este lindo poema que hoje nos deixa aqui. Ainda existe uma enorme descriminação racial, que pena!
Um Bom Dia para si e obviamente uma Boa Semana.
Beijinhos

Idaldina Martins Dias disse...

Querida amiga, tudo bem com você?
Sou filha de pai português e mãe cabo-verdeana, nasci morena e bem gostava de ser mais escura.
Não consigo entender, não consigo perdoar, o racismo.
Penso que só a estupidez humana pode estar ligada a esta palavra.
Ignoro as pessoas que são racistas, não merecem a minha palavra nem o meu olhar.
São pobres de espírito.
Como eu gosto deste poema de Rómulo de Carvalho/António Gedeão!
A sensibilidade deste homem era enorme.
Tem de conhecer mais poemas dele.
Uma filha deste poeta e professor de fisico-quimica trabalha na empresa onde trabalhei 34 anos. Ela também escreve mas não sei se poesia ou prosa, pois ainda não tive hipótese de ler nada dela.
Obrigada pela força, nos cometários, cada vez que vai ao meu cantinho.
Beijos enormes e floridos.
idaldina